Um blog para contar a experiência do engenheiro, Carlos Eduardo Althoff Pimpão, de montar um carro elétrico em um Gurgel BR-800.
25 de ago. de 2010
Visão geral da instalação dos carregadores
A única diferença é que incluí mais 2 capacitores com uma chave. Assim posso aumentar a corrente de carga das baterias. Com os 90 uF originais a corrente fica em torno de 3,5 amperes. Ligando a chave a corrente agora vai para 6,7 amperes.
Assim espero ter um tempo de carga mais curto.
23 de ago. de 2010
Passo 12: Carregador de 120V
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Protótipo do carregador. |
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Disjuntor diferencial |
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Capacitores |
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Relés |
17 de ago. de 2010
Passo 11: Carregador de baterias 12V

Vou primeiramente descrever como foi que fiz o carregador da bateria de 12 V.
Achei uma boa sugestão na internet. O carregador foi feito a partir de uma fonte de computador. Estas fontes são do tipo "chaveada" e isoladas da rede alimentação. Além do mais custam pouco e são fáceis de achar. Sem falar que são muito leves.
Como a fonte fornece a voltagem de 12V temos que fazer alterações no circuito de regulação. Então, a mesma poderá fornecer tensões mais altas. A Voltagem terá que ficar em torno de 14V.
Uma descrição muito boa do que tem que ser feito pode ser visto, no seguinte endereço: http://www.e-voo.com/tutoriais/fonte/
Eu segui os passos descrito no tutorial muito do link acima. Depois acrescentei um circuito para controlar a corrente de carga inicial. É que em alguns casos a corrente inicial de carga pode superar a corrente máxima da fonte. Então a mesma desarma. Para evitar isto, um circuito verifica a corrente de carga. Se esta passar de 8 amperes, o sinal de referência do controlador de tensão varia, fazendo a mesma reduzir a tensão, mantendo a correente nos 8 amperes. Veja o esquema aqui.
Funcionou muito bem com qualquer tipo de bateria de chumbo de 12 Volts. Montei a fonte numa caixa plástica e fixei no carro. Usei este carregador para dar a carga inicial nas 10 baterias do motor. Para tal, as baterias estavam ligadas em paralelo.
Veja todas as fotos do carregador.
Grande abraço a todos.
12 de ago. de 2010
Passo 10: Bateria do circuito de 12V

No circuito de 12 volts, normalmente, são feitas mudanças muito pequenas. A principal é a retirada do sistema de partida do motor, ou seja, o acionamento e alimentação do motor de arranque. Fora algumas outras inclusões (relés para ligar o módulo etc..) o circuito pode permanecer praticamente inalterado. Porém, temos que projetar como fazer o carregamento da bateria auxiliar.
Cito as opções normalmente utilizadas:
1 – Manter o alternador e ligá-lo ao motor elétrico através de polias e correia.
2 – Adquirir ou fabricar um conversor DC-DC para carregar a bateria a partir do banco de baterias do motor
3 – Manter somente a bateria e carregar a mesma quando carregar as demais baterias do carro.
Eu escolhi a terceira opção. Isto em função das características de uso do meu carro e também pelo custo.
Explico melhor:
1 - Primeiramente pretendo utilizar o carro, na maioria das vezes, durante o dia.
2 – A autonomia do meu projeto é relativamente baixa (40 a 50 km). Se autonomia do carro é baixa, também não vou precisar da bateria, do circuito de 12 volts, por muito tempo.
3 – Moro em uma cidade pequena (Blumenau) e vou utilizar o carro somente no região urbana.
4 – A carga que tenho para usar são: faróis e limpador de parabrisa. Não tenho rádio ou outro consumidor ligado no carro.
5 – Pretendo mudar os faróis (maior consumidor) para LEDs.
6 – O custo de um conervsor DC-DC me pareceu alto. Teria que fabricar um e não sou aquele gênio da eletrônica – consumiria muito tempo.
Se meu carro algum dia passar a ter baterias com maior capacidade, vou ter que repensar o caso. Se for andar 150 km terei que utilizar energia do banco de baterias do motor também para os faróis.
Claro que vou precisar dois carregadores on-board (no carro), um para as baterias do motor e o outro para a minha bateria solitária, a dos faróis. Veremos as opções nos próximos passos.
Por hoje é só.
11 de ago. de 2010
Passo 9: Fixando módulo de potência
O módulo de controle de potência, no meu caso, já veio montado sobre uma placa dissipadora de calor. Todos os componentes necessários já estavam fixados e ligados eletricamente. Contactor principal, módulo de controle PWM e contactoras de inversão de rotação. Assim precisamos fixar apenas um componente.
Fizemos um suporte de cantoneiras e colocamos o mesmo ao lado do motor. Deixamos o lado sem componentes da placa virada para o lado da roda. Isto deixou os componentes mais protegidos de eventuais pedras, água ou outros objetos, jogados pelos pneus.
É interessante observar que alguns colegas da WEG sugeriram fechar o controlador em caixa a prova de água. Também observaram para instalar ventiladores para refrigerar o controlador. Enviei fotos da montagem que fizemos para a fábrica do motor e do controlador. Acharam que não seria necessário.
Bem, por hora a montagem ficou assim mesmo. Mas estou de olho na temperatura do controlador e também na água que cai sobre o mesmo. Acho que vou, sim, fazer uma proteção em volta do mesmo.
Para entender melhor o descrito, veja as fotos aqui!
6 de ago. de 2010
Passo 8: Instalando o motor
Este processo pode trazer algumas surpresas em termos dimensionais. No meu caso o motor com o distanciador ficou um pouco maior do que gostaríamos. Em função disto tivemos que abrir a frente do carro para poder encaixá-lo no lugar. Depois teremos que fazer um trabalho na fibra para que o motor não fique batendo na grade frontal do carro.
Ajusta-se agora os suportes para que a caixa permaneça no mesmo lugar.
Depois é hora de fixar um novo suporte do cabo de embreagem. O original ficava no motor de gasolina. Foi feito com um pedaço de cantoneira, fixado ao flange da caixa/motor.
Também tem que ser fixado o braço que evita a torção do motor. Para tal foi usado o braço original incluindo uma nova peça feita também de cantoneira. Assim este braço, de um lado fixado na estrutura do carro, foi preso, do outro lado, ao flange do motor.
Veja que, para os dois suportes, utilizamos os próprios parafusos dos flanges. Assim, a montagem ficou mais fácil e também bastante robusta.
Para entender melhor o descritivo acompanhe as fotos clicando aqui.
2 de ago. de 2010
Passo 7: Conectar motor com volante à caixa de câmbio

Para tal, temos que fazer um flange, no qual vai fixado o motor. Do outro lado, outro flange tem que ser feito para fixar na cabeça de porco.
Um tubo distanciador interliga os dois flanges. Neste espaço fica o adaptador, explicado anteriormente, no Passo 6.
Este distanciador tem que ter o comprimento tal que, quando o volante estiver preso ao adaptador, fique na mesma posição em que se encontrava quando montado com o motor a gasolina. Para isso é importante, na desmontagem do motor a gasolina, observar a posição exata em que o volante fica. Verifique o quanto o volante entra para o interior da cabeça de porco.
Uma vez definidas as medidas do distanciador e feitos os desenhos dos flanges, o conjunto pode ser soldado. Pode ser feito de aço ou de alumínio.
Para facilitar o entendimento, veja aqui, as fotos deste processo.